Lições que eu Aprendi com o Profeta
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Lições que eu Aprendi com o Profeta

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“Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniqüidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa, a lei afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (Habacuque 1. 1-4).

LIÇÕES QUE EU APRENDI COM O PROFETA

Eu nasci em uma geração que aprendeu a diferenciar o certo do errado; a fazer a distinção entre o bem e o mal.

Eu aprendi que os valores éticos que correspondem à bondade, o amor a Deus e ao próximo, e a busca pelo bem comum, são permanentes. Que eles não acabam nem sofrem solução de continuidade.

Aprendi também que existe uma diferença radical entre o mocinho e o bandido, o herói e o vilão. Aprendi que o mocinho sempre vence o bandido.

No meu tempo, o mocinho representava o bem e o vilão representava o mal.

Eu aprendi que o crime não compensa, que o bem sempre vence o mal, que as trevas superam a luz, que a dor é passageira, que as lágrimas servem para regar a alma, e que um dia todas as lágrimas secarão.

Mas eu cresci e comecei a aprender outras coisas.


Eu fui tirado daquele universo infantil de contos de fadas e confrontei-me com a dura realidade. Nesse confronto, eu aprendi um pouco mais.

Aprendi com a Lei de Murphy que as coisas nem sempre são do jeito que deveriam ser; que uma luz no final do túnel nem sempre pode ser a saída, mas pode ser um trem que está vindo na sua direção.

Eu aprendi na Escritura Sagrada que os filhos das trevas são mais sábios em sua geração que os filhos da luz.

Aprendi com Agostinho que há muitos lobos na igreja e muitas ovelhas fora da igreja.

Hoje, passados alguns anos, eu posso constatar que ao contrário do que eu aprendi na minha geração, estamos vivendo um tempo em que está difícil diferenciar o mocinho do bandido, o herói do vilão.

Há uma zona cinzenta entre o certo e o errado.


O que é certo ou errado se em algumas circunstâncias chega-se a afirmar que os fins justificam os meios e os objetivos têm que ser alcançados a qualquer preço?

Durante muito tempo o meu coração esteve imerso na mais profunda angústia porque eu desejava saber o porquê de tanta injustiça, tanta violência e opressão, tanta mentira e descaso das autoridades, tanta miséria e destruição.

Eu não encontrava a resposta! Foi no meio dessa aflição dolorosa que eu encontrei na Bíblia um personagem que havia sofrido dor semelhante.

Alguém que resolveu apresentar a Deus a sua queixa e abrir o seu coração na esperança de transformar o seu grito em um basta para as desigualdades que haviam se tornado insuportáveis.

Esse personagem foi Habacuque. Ele olhou para a situação calamitosa do seu povo, a nação de Israel, sentiu-se perturbado e infeliz com o estado de corrupção, impureza, insensibilidade espiritual e social que havia acometido os seus contemporâneos, e pediu a Deus que tomasse providências, que fizesse algo.

No seu desespero, ele gritou em oração: “Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás? Por que me mostras a iniqüidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita. Por esta causa, a lei afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (Habacuque 1. 1-4).

Eu descobri que as mesmas perguntas que eu estava fazendo já haviam sido feitas pelo profeta Habacuque há, aproximadamente, seiscentos anos antes de Cristo.

Tomei a decisão de “visitar Habacuque” com certa regularidade e tornei-me intimo dele e de sua dor.

Ele foi solícito e cordial. Permitiu-me acessar o seu texto e passou a responder as perguntas que inquietavam o meu coração.

A partir daí ele passou a ensinar-me algumas lições:

Primeira lição: Deus está no controle.


Deus age sem a preocupação imediata de qualquer visibilidade ou notoriedade. Diferente de nós, Deus não está preocupado em ser notado por aquilo que faz.

Ele apenas faz a coisa certa no momento certo.

Habacuque reproduz o oráculo divino no capítulo 1, verso 26. Através do profeta, Deus diz o seguinte: “Vede entre as nações, olhai, maravilhai-vos e desvanecei (acalmar, aliviar a dor ou o processo inflamatório), porque realizo em vossos dias, obra tal, que vós não crereis quando vos for contada”.

Dentro de uma dimensão histórica, Habacuque refere-se à invasão de Judá pelos babilônios, que seriam os instrumentos de Deus na correção do povo. A descrição do profeta é de guerra, mas a intenção de Deus é a cura de um povo que estava enfermo.

A única forma de exercitar a cura naquele momento era através de uma amputação sentimental, que seria a escravidão e remoção de Israel para a Babilônia.

Israel teria que ser privado de sua terra, de sua geografia, para que pudesse, em lugares e cenários diferentes, reaprender os seus princípios e valores espirituais e praticar a vontade de Deus.

Eu aprendi com o profeta que, às vezes, eu preciso ser privado das coisas que me são caras, que mais valorizo, para reaprender as lições de amor e humildade que o Senhor quer me ensinar. E quando chega esse momento, Deus acalma o nosso espírito, alivia a nossa dor, faz a assepsia, contem o processo inflamatório e fecha as nossas feridas. Miguel de Cervantes disse que “Deus faz a ferida e dá também a cura”.

Em meio a um cenário de injustiça, violência, opressão e desvio ético, eu aprendi  asegunda lição com o profeta:

Segunda lição: Deus responde nossas orações.


No capitulo 2, versos 1 a 3, o profeta registra a resposta de Deus. Vejamos: “O Senhor me respondeu e disse: Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo”.

Deus não é ambíguo! Ele não coxeia entre dois pensamentos. Sua resposta é clara e objetiva. Todos conseguem entendê-la, “até aquele que passa correndo”.

Mesmo aquelas pessoas que estão demasiado ocupadas nos seus negócios e afazeres diários, no seu trabalho, na sua família.

Todos conseguem entender a mensagem de Deus. Eu também aprendi com o profeta que a fé é a base da vida.

Vejamos o que diz o capítulo 2, verso 4: “O justo viverá pela fé”.

Existe um contraste entre aqueles que são soberbos e aqueles que praticam a fé. O soberbo não tem a “alma reta”, o caráter sólido. O cristão é diferente. Ele ama a justiça e tem a fé em Deus como base dessa justiça.

Eu também aprendi com o profeta que:

Terceira lição: Deus cumpre suas promessas.


Na seqüência do texto do capitulo 2, verso 3, está escrito: “Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente virá, não tardará”.

Nós servimos a um Deus de palavra! Um Deus que não mente! Ele cumpre suas promessas no tempo certo... no seu tempo.

Eu também aprendi com o profeta que:

Quarta lição: Deus não divide sua glória com ninguém.


No capítulo 2, versos 19 e 20, o profeta diz: “Ai daquele que diz à madeira: Acorda! E à pedra muda: Desperta! Pode o ídolo ensinar? Eis que está coberto de ouro e de prata, mas, no seu interior, não há fôlego nenhum. O Senhor, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra”.

“Ouro e prata” aqui não representam apenas a constituição material dos ídolos, mas a capacidade de possuir algo. São instrumentos de compra, de troca, de poder.

Os ídolos só mudaram de nome! Hoje, eles passaram a se chamar sucesso profissional, dinheiro, mais valia, bolsa de valores, competitividade, concorrência, conta corrente, propriedade, dominação.

São ídolos que há muito já assumiram o lugar de Deus coração de muita gente. E quando a nossa vida está centrada nesses ídolos, não somos muito diferentes da geração de Habacuque. Continuamos a “acordar a madeira e despertar a pedra”.

Muitos pensam que estão adorando a Deus, mas, na verdade, estão adorando ídolos construídos, gerados no seu cotidiano.

Retorne hoje ao estado de adoração. Aquieta o seu coração, cale-se diante de Deus, e ouça a voz do Senhor convidando-o a praticar a verdadeira adoração.

Por último, eu aprendi com o profeta que:

Quinta lição: Deus é a nossa salvação.


No capítulo 3, versos 16 a 19 diz: “Ouvi-o, e o intimo se comoveu, à sua voz, tremeram os meus lábios; entrou a podridão nos meus ossos, e os joelhos me vacilaram, pois, em silêncio, devo esperar o dia da angústia, que virá contra o povo que nos acomete. Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide, o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação. O Senhor Deus é a minha fortaleza, e faz os meus pés como os da corça, e me faz andar altaneiramente”.
Ainda que não seja possível distinguir entre o mocinho e o bandido, o herói e o vilão, o bem e o mal.

E ainda que os recursos materiais não estejam fartamente disponíveis e a situação seja desfavorável “eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação”.

Reverendo Eurípedes da Conceição
Pastor Efetivo

 

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